segunda-feira, janeiro 25, 2016
segunda-feira, novembro 30, 2015
O Dia Que Eu Fiz FUVEST
segunda-feira, novembro 30, 2015Vista da prova (Rua do Rosário, 300, Centro). Frase na parede: " Despertando a fúria revolucionária da mulher ♀ " A primeira...
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| Vista da prova (Rua do Rosário, 300, Centro). Frase na parede: "Despertando a fúria revolucionária da mulher ♀" |
Cheguei bem cedo e fiquei sentada por lá só pensando na vida, bem tranquila.
Quando deu o horário, entrei rápido, já fui para o meu lugar e fiquei de cabeça baixa, tentando me concentrar apesar, claro, do nervosismo que já começava a dar as caras.
Quando comecei a prova, confesso que me assustei demais! Estava muito mais difícil do que eu esperava e bem mais difícil se comparado ao ano passado.
Comecei na ordem que a prova estava impressa, porque já estava em uma ordem que me agradava, mas teria mudado se soubesse antes que geografia estava extremamente específica.
Comecei pela matéria errada, mas algumas poucas questões de geografia me tranquilizaram, já que atualidades e análises gráficas me salvaram.
História e linguagens estavam em um nível normal, mas bem conteudista. Como sempre vou bem nessa parte, não me preocupei. Literatura era o esperado, gramática era basicamente o que se cobrou nos anos anteriores, história como sempre cobrava muita bagagem de conteúdo e um pouco de lógica e interpretação dos eventos e suas datas.
Biologia, amor da minha vida, foi uma prova tranquila. Tudo o que eu esperava e um pouco mais. Cobrou zoologia, genética, ciclos biogeoquímicos, ciclo celular (meiose), evolução e mais um pouco. Transitou sobre vários assuntos e eu nunca me senti tão bem por não ter deixado nada de lado durante esse ano.
Química estava bem difícil pra mim. Não entendia quase nada, os cálculos que eu desenvolvi sempre me levavam a nada, não consegui raciocinar e foi terrível.
No final, acho que por eu não ter controlado meu tempo ou por ter demorado muito na parte de humanas e biológicas, me faltou tempo pra desenvolver matemática e física. Mas, de qualquer forma, acredito que mesmo com todo o tempo do mundo eu não não teria conseguido tirar grande proveito dessas áreas. Absurdo de difícil.
Poucas coisas de matemática eu consegui arriscar, como probabilidade e probleminhas básicos de primeiro grau, mas que incluso nisso cobravam outras áreas também.
No final, tive que chutar muitas questões no escuro, sem sequer ler com atenção.
Enfim, a prova foi um horror e me assustou muito. Comparada ao passado, consegui aumentar apenas 3 pontos.
Agora resta esperar a lista.
sexta-feira, novembro 27, 2015
Desabafo
sexta-feira, novembro 27, 2015Sobre o desabafo do vestibular. Eu quero um curso que tem nota de corte igual a 61. A prova que eu preciso fazer pra passar nesse curso ...
Sobre o desabafo do vestibular.
Eu quero um curso que tem nota de corte igual a 61.
A prova que eu preciso fazer pra passar nesse curso tem um total de 90 questões. Ou seja, eu preciso acertar 61 de 90, mas isso, claro, se a nota de corte não subir, porque então meu número de acertos também precisa subir.
A prova que eu preciso fazer pra passar nesse curso tem um total de 90 questões. Ou seja, eu preciso acertar 61 de 90, mas isso, claro, se a nota de corte não subir, porque então meu número de acertos também precisa subir.
No ano passado, eu tinha uma rotina bem cansativa.
Acordava às 6h pra ir para a escola, onde como todos sabem tem um ensino bem defasado se comparado a um colégio particular.
Chegava da escola às 12h20, almoçava e estudava o resto da tarde e durante a noite, onde muitas vezes acabei indo dormir depois da 00h e no outro dia, novamente, a mesma rotina.
Acordava às 6h pra ir para a escola, onde como todos sabem tem um ensino bem defasado se comparado a um colégio particular.
Chegava da escola às 12h20, almoçava e estudava o resto da tarde e durante a noite, onde muitas vezes acabei indo dormir depois da 00h e no outro dia, novamente, a mesma rotina.
Vale lembrar que essa rotina ainda é um luxo, porque muita gente da minha idade, além de fazer tudo isso, também trabalha.
Por fim, prestei dois vestibulares ano passado. Um da USP e outro da UNICAMP.
A unicamp, na época, ainda não tinha bônus na primeira fase, diferente da USP.
E, ano passado, consegui acertar um total de 45 pontos em cada vestibular.
Na unicamp, com corte de 61, obviamente era impossível que eu passasse.
Na usp, por outro lado, com inclusão do bônus, consegui um lugar na segunda fase.
A unicamp, na época, ainda não tinha bônus na primeira fase, diferente da USP.
E, ano passado, consegui acertar um total de 45 pontos em cada vestibular.
Na unicamp, com corte de 61, obviamente era impossível que eu passasse.
Na usp, por outro lado, com inclusão do bônus, consegui um lugar na segunda fase.
A defasagem e pouca bagagem de conteúdo que eu tinha, mesmo tendo estudado como nunca estudei na vida, me impediram de passar. Não deu certo.
Doeu bastante, mas a vida continua e meus pais me possibilitaram ficar em casa SÓ estudando.
Sem ensino médio, com todo o dia livre.
Sou tão grata que nem sei expressar...
Sem ensino médio, com todo o dia livre.
Sou tão grata que nem sei expressar...
Estudei esse ano incansavelmente.
Acordava todo dia no mesmo horário, sem atrasar. Estudava o dia todo e a noite também.
Dava um total de 8h de estudo por dia, sem contar os finais de semana, onde eu também estudava.
Sacrifiquei muita coisa, vivia estressada, chorava sem conseguir gravar algumas fórmulas e sentia vontade de jogar tudo pro alto quando não entendia matemática.
Crises de ansiedade nem falo, eram constantes...
Acordava todo dia no mesmo horário, sem atrasar. Estudava o dia todo e a noite também.
Dava um total de 8h de estudo por dia, sem contar os finais de semana, onde eu também estudava.
Sacrifiquei muita coisa, vivia estressada, chorava sem conseguir gravar algumas fórmulas e sentia vontade de jogar tudo pro alto quando não entendia matemática.
Crises de ansiedade nem falo, eram constantes...
Semana passada chegou o dia de um dos dois vestibulares que eu prestei.
UNICAMP, o sonho de universidade.
Fiz a prova, deu tudo certo.
UNICAMP, o sonho de universidade.
Fiz a prova, deu tudo certo.
Terça-feira saiu o gabarito oficial e lá fui eu corrigir.
Acertei um total de 51 questões pra um corte de 61.
Acertei um total de 51 questões pra um corte de 61.
Claramente, bem abaixo da quantidade de questões que eu precisava acertar e mesmo com o bônus que a unicamp passou a oferecer esse ano, eu não vou conseguir.
Às vezes eu penso que a vida é assim mesmo.
Eu fiz o meu melhor e não deu certo.
EU fiz o meu melhor (e continuarei fazendo), mas calma aí, o que estão fazendo por mim?! E por outros iguais a mim?!
Eu fiz o meu melhor e não deu certo.
EU fiz o meu melhor (e continuarei fazendo), mas calma aí, o que estão fazendo por mim?! E por outros iguais a mim?!
Será que eu devo mesmo acreditar que eu consigo competir com todos os outros que final de semana passado estavam embaixo de suas tendas do Poliedro e do Anglo pra não pegarem sol?
Será que eu devo acreditar que meu ensino médio e fundamental extremamente defasados que refletem hoje na minha dificuldade em matemática não querem dizer nada frente aos alunos das melhores escolas particulares de São Paulo?
Será que eu devo acreditar mesmo que os que estavam prestando biologia na minha sala de prova com camisetas do Poliedro tem a mesma bagagem que eu?
Será que eu devo acreditar que meu ensino médio e fundamental extremamente defasados que refletem hoje na minha dificuldade em matemática não querem dizer nada frente aos alunos das melhores escolas particulares de São Paulo?
Será que eu devo acreditar mesmo que os que estavam prestando biologia na minha sala de prova com camisetas do Poliedro tem a mesma bagagem que eu?
O que estão fazendo por mim? Fechando escolas?
Eu to fazendo muito por mim e pra mim, mas mesmo assim não é o suficiente por mais que eu tenha me esforçado.
E dói. Dói mais ainda ler no meu facebook pessoas dizendo que eu não preciso desse bônus que as universidades estão me oferencendo, porque a minha capacidade e a dos meus colegas de escola e dos cursinhos comunitários é a mesma que a de qualquer um.
Realmente, eu não queria precisar dessas migalhas simplesmente por ter frequentado o ensino público. Mas, INFELIZMENTE, foram essas migalhas que me fizeram passar pra segunda fase ano passado. E que também vão fazer alguns poucos alunos de escolas públicas entrarem nas universidades.
Queria não precisar de migalhas, mas eu preciso. E no final, migalhas não passam de migalhas propriamente ditas e que não são o suficiente pra me fazerem competir sem desigualdades com meus concorrentes que vieram dos colégios com mensalidade de 3 mil.
Me sinto muito triste, sinceramente.
Não triste pela minha nota, mas triste pelo contexto no qual minha nota está inserida.
Não triste pela minha nota, mas triste pelo contexto no qual minha nota está inserida.
segunda-feira, novembro 23, 2015
UNICAMP: prova, azar e insatisfação
segunda-feira, novembro 23, 2015Impossibilidades aconteceram no dia do vestibular da UNICAMP. Me sinto derrotada e com vontade de desistir de tudo, mas como bem sei, t...
Impossibilidades aconteceram no dia do vestibular da UNICAMP.
Me sinto derrotada e com vontade de desistir de tudo, mas como bem sei, tenho a capacidade de sempre pensar em um plano B, C e D, só que isso ainda não vêm ao caso.
Para começar, na ida para o vestibular tudo deu errado e a pessoa que ia ir fazer prova comigo não chegou no tempo marcado. Me desesperei e voltei do terminal pra casa andando, em um sol horrível, chorando como nunca chorei na vida e com medo de chegar atrasada.
Chegando em casa, meus pais me deixaram de carro na faculdade, o que fez tudo dar certo e eu chegar faltando, ainda, uma hora para os portões abrirem. Ou seja, consegui me acalmar e descansar.
Depois de tudo, ao entrar na sala de prova, percebi que das 4 canetas que eu havia levado, as quatro estouraram e eu não tinha mais canetas para fazer a prova. Impossibilidade imensa de isso acontecer e eu me desesperei de uma forma inacreditável.
Uma menina que estava na sala acabou me emprestando uma caneta e no final deu tudo certo.
Fiz tudo a prova. Estava mais difícil que no ano passado.
De qualquer forma, consegui 5 pontos a mais comparado à comvest 2015, dando um total de 50 pontos, mas o gabarito oficial sai amanhã.
Mesmo com o bônus, eu precisaria acertar umas 55 questões pra conseguir atingir a minha nota de corte (61), então esse ano com certeza não é o ano que eu passarei na UNICAMP, infelizmente, e já aceitei o fato.
Estou bem arrasada, mas não posso desanimar, porque semana que vem ainda tem FUVEST e não dá pra ir fazer a prova em depressão profunda, então estou dando uma segurada pra não chorar e vou ir com a cara e a coragem dia 29.
Eu deveria ficar feliz com os meus 50 pontos, porque quem diria que estudando sozinha, sem cursinho caro ou nada do tipo, eu alcançaria 50 pontos...
Mas, de qualquer jeito, não é suficiente.
Vamos ver o que será da minha vida nos próximos meses.
Me sinto derrotada e com vontade de desistir de tudo, mas como bem sei, tenho a capacidade de sempre pensar em um plano B, C e D, só que isso ainda não vêm ao caso.
Para começar, na ida para o vestibular tudo deu errado e a pessoa que ia ir fazer prova comigo não chegou no tempo marcado. Me desesperei e voltei do terminal pra casa andando, em um sol horrível, chorando como nunca chorei na vida e com medo de chegar atrasada.
Chegando em casa, meus pais me deixaram de carro na faculdade, o que fez tudo dar certo e eu chegar faltando, ainda, uma hora para os portões abrirem. Ou seja, consegui me acalmar e descansar.
Depois de tudo, ao entrar na sala de prova, percebi que das 4 canetas que eu havia levado, as quatro estouraram e eu não tinha mais canetas para fazer a prova. Impossibilidade imensa de isso acontecer e eu me desesperei de uma forma inacreditável.
Uma menina que estava na sala acabou me emprestando uma caneta e no final deu tudo certo.
Fiz tudo a prova. Estava mais difícil que no ano passado.
De qualquer forma, consegui 5 pontos a mais comparado à comvest 2015, dando um total de 50 pontos, mas o gabarito oficial sai amanhã.
Mesmo com o bônus, eu precisaria acertar umas 55 questões pra conseguir atingir a minha nota de corte (61), então esse ano com certeza não é o ano que eu passarei na UNICAMP, infelizmente, e já aceitei o fato.
Estou bem arrasada, mas não posso desanimar, porque semana que vem ainda tem FUVEST e não dá pra ir fazer a prova em depressão profunda, então estou dando uma segurada pra não chorar e vou ir com a cara e a coragem dia 29.
Eu deveria ficar feliz com os meus 50 pontos, porque quem diria que estudando sozinha, sem cursinho caro ou nada do tipo, eu alcançaria 50 pontos...
Mas, de qualquer jeito, não é suficiente.
Vamos ver o que será da minha vida nos próximos meses.




